Por Paulo Botelho
Criada em 1900 por Max Planck, a FÃsica Quântica constitui a base de toda a fÃsica moderna. Planck afirmava que a energia radiante tem, como a matéria, uma estrutura descontÃnua que só pode existir sob a forma de átomos.
Albert Einstein, ao propor a Teoria da Relatividade, estabelece, prioritariamente, o nuclear do ser humano em sua dimensão holÃstica (do grego “holis” significa totalidade). Feitos de matéria estelar, somos todos filhos do sol, como intuiam os indÃgenas Incas e Maias.
O mundo quântico é um mundo de processos e não de coisas; de relações criativas e não de estruturas rÃgidas; de flexibilidade e procura do significado e não de força ou poder. Portanto, rigidez de estruturas, controles, hierarquias e autoritarismos não combinam com a empresa quântica. E ela só será quântica na medida em que for o oposto disso. Caso contrário, ela não conseguirá ser competitiva; não conseguirá acompanhar a dinâmica da evolução, da complexidade e da relatividade.
O papel do dirigente quântico é o de remover obstáculos; fazer as pessoas se engajarem no processo de criar a sua própria realidade, que é a realidade da empresa, além de estabelecer mecanismos de participação em todos os nÃveis da estrutura organizacional.
A partir de relacionamentos não-autoritários, as pessoas ficam mais propensas a buscar a harmonia, a ouvir e a discutir. Os processos grupais de discussão livre, sem barreiras, censuras ou crÃticas sempre fazem emergir algo de novo e produtivo. O conhecimento passa a ser matéria prima para tudo, inclusive para que se produza mais conhecimento. A partir daÃ, portanto, a empresa fica mais inteligente e com capacidade de agir diante da informação sem esperar “ordens de cima”.
Eliyahu Goldratt, consultor israelense, autor do bestseller “A Meta”, conta que perguntou a um leitor do livro se ele já tinha implementado alguma das idéias propostas. E a resposta foi que não. Goldratt perguntou-lhe: “Por que não? - E o leitor respondeu: É porque o meu chefe não deixa!” O mais irônico e paradoxal é que o mesmo chefe é quem lhe tinha dado o livro de presente! Isto tem um nome: chama-se conformismo.
O fÃsico e administrador de empresas Clemente Nóbrega questiona e pondera o seguinte: “De que adianta recomendar a alguém burro que fique mais inteligente? – Na prática, a burrice consegue transformar em burrice até a inteligência contida nas boas recomendações que recebe!”
Aviso: Este artigo produz úlcera no estômago e urticária na pele de pessoas egoistas, arrivistas, indisciplinadas e, principalmente, resistentes a mudanças!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Consultor de Empresas para Programas de Engenharia da Qualidade, Antropologia Empresarial e Gestão Ambiental. E-mail: paubot@uol.com.br

1 comentário
Comentários alimentos para este artigo
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3 de julho de 2010 at 1:03
Fernando
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Fernando