Elenito Elias da Costa
Diante da crise financeira que assola todas as empresas, especialmente no Brasil, sejam, micro, empresa de pequeno porte, médias e grandes, é inegável que todas estão sendo atingidas, haja vista que o número de desempregados é constante e crescente, pois o mercado encolheu, o consumo ficou inibido, a produção está em estoque, clientes se tornaram mais precavido, fornecedores mais espertos, bancos e instituições financeiras mais seletivos, isso comprova os efeitos que a crise provoca e isso fatalmente deminui os investimentos.
Os lucros projetados ficaram mais realistas, o crescimento empresarial ficou adequado ao novo cenário econômico, a sociedade ficou mais atingida em toda sua plenitude, o emprego se tornou artigo de difícil alcance, desaguando em obstáculo no continuismo e sustentabilidade das empresas.
O cenário econômico para o ano de 2009, parece tenebroso, mas sabemos que é somente uma crise e sempre haverá outras, o mais importantes é a empresa está sempre preparada para enfrentá-la, mesmo sabendo que isso depende de diversas variáveis dentre elas a transparência da Contabilidade agregado a um Planejamento Estratégico procedido de um Diagnóstico Empresarial com base nos demonstrativos contábeis e financeiros da empresa.
O Diagnóstico Empresarial possibilita identificar a real posição da empresa, seu produto, suas potencialidades, seu capital de giro, seu endividamento, buscando conhecer os pontos fortes e fracos da empresa e procurar interagir para minimizar os pontos fracos e fortalecer os pontos fortes.
Elencamos abaixo algumas sugestões que podem viabilizar de modalidade prática o que estamos falando:
a) Investimento em publicidade, marketing e fundamental mesmo na crise;
b) Agredir mercado no interior do estado e em outros estados;
c) Avançar com o produto, se possível em mercado internacional;
d) Deixar transparente junto aos colaboradores real situação da empresa;
e) Negociar redução de jornada e congelamento de salários;
f) Solicitar aos colaboradores redução e contenção de custos e despesas;
g) Introduzir participação nos lucros da empresa;
h) Manter uma contabilidade eivada de princípios e legalidade;
i) Negociar tributos e encargos junto aos órgãos fiscalizadores;
j) Ter maior controle interno, inclusive da regularidade fiscal da empresa;
k) Ter controle da legalidade das ações da atividade econômica da empresa;
l) Buscar financiamento á longo prazo para conter projeto de sustentabilidade e continuísmo;
m) Implantar responsabilidade social e ambiental na empresa.
n) Capacitar e treinar patrimônio humano e solicitar retorno.
Não podemos ser estanques em nossas sugestões, mas acreditamos que essas sugestões acima citadas representam o pacote que toda empresa, independemente de seu porte deva seguir para enfrentar a crise financeira que se inicia no Brasil.
É inegável que a realização que prescinde do ínicio da implantação das sugestões acima citadas, estão declinadas a potencialidade da gestão agregada a parceiros que tenham competência e qualificação para assessorar a empresa no presente momento.
Essa é a razão para que o Diagnóstico Empresarial identifique a variáveis necessárias para enfrentar o novo cenário econômico com inteligência e competência, mas também a gestão deve ter um processo decisório para se desgarrar de profissionais e de atitudes convencionais que não assimilem o novo cenário ou que possa contribuir para o seu agravamento com sua manutenção.
Faço essa ressalva por entender que algumas práticas não convencionais dantes praticadas devem representar vital ameaça à sobrevivência do empreendimento, assim como determinados profissionais que até agora em nada contribuiram para o desenvolvimento da empresa.
Se desgarrar de profissionais e de atitudes que não contribuem para o desenvolvimento da empresa é deveras importante, mesmo porque sua manutenção como alguns serviços de contabilidade que até essa data de nada contribuiu para o engrandecimento da empresa, pois se manteve à distância para atender as obrigações tributárias, fiscal, e previdenciária e seus relatórios e demonstrativos são tão pífios que em nada agregam de valor a empresa, mesmo porque com o nível de transparência exigido pelo SPED e a Nfe, e ainda pela nova estratégia dos órgãos fiscalizatórios, mante-los, somente elevaria a customização da empresa.
Devemos repensar a organização e o Controle Interno da empresa em toda sua plenitude para que possamos encontrar meios de conter o agravamento da crise no empreendimento que se busca continuar, por essa razão se despreender de práticas e de profissionais que contribuíram até essa data deve ser entendido, mas o momento e a atualização através da tecnologia agregado à crise financeira exigem uma postura diferenciada e principalmente mais qualificada.
A contabilidade deve atender a empresa fornecendo informações, instrumentos e sugestões que possam agregar valor à gestão evitando com isso o regime falimentar que poderá alcançá-la caso não se proceda a um novo processo decisório emergencial.
No tocante ao Controle é mister ressaltar, o controle de Custos e Despesas traçando uma análise com o lucro líquido da empresa, a busca de capitalde giro menos oneroso através de empréstimos e financiamento á longo prazo, traçar uma agressão do produto no mercado em outros mercados não se esquecendo de manter o marketing em constante alimentação, diante do quadro é comum ás empresas elevarem suas obrigações já que tende a investir em equipamento e máquinas mais modernas que visem á contenção de custos, e principalmente capacitar e qualificar a mão de obra desejada.
Acredito que somente passarão por essa crise a empresa que mantiver melhor e maior controle interno e que possa avaliar e analisar períodicamente seus demonstrativos, obtendo sugestões e adequando o seu planejamento de conformidade com a oportunidade que o momento requeira, jamais deixando de manter um planejamento, legalidade e transparência, e a implementação de melhorias que urge.
No cenário econômico mundial somos informados que as economias dos países considerados ricos, estão declinando e os governos estão ajudandos empresas e instituições financeiras demonstrando com isso a gravidade e a voracidade da crise. Os institutos internacionais já pensam em implantar melhorias emergenciais ao sistema do capitalismo, buscando inserir maior controle e veracidade na hipótese de evitar novas crises.
Se as empresas e instituições passarem ilesas por essa crise, jamais esquecerão dos momentos que a mesma concedeu, a sociedade deverá mergulhar numa reflexão sobre a validação dos princípios e valores que devem ser repassados para novas gerações, pois a lição que está sendo aplicada pela crise é deverasmente punitiva.
Os sobreviventes devem aprender essa grande lição que nos oportuniza essa crise, a busca de riquezas fáceis podem gerar uma nação de famintos e desempregados, e a recuperação da economia fatalmente se tornará mais dolorosa, pois muitos cairão por terra e alguns poderão sobreviver com lesões que jamais esquecerão, dentre eles poderão está seus familiares.
O pensamento coletivo, a busca de parcerias, o processo de negociação, poderão atenuar essa crise, mas sua marca estará registrada no local onde antes funcionava uma esperança.
Em consonância ao tema do presente artigo é inegável a importancia da Contabilidade para assessorar a empresa atingida pela crise financeira, sendo, portanto, utilizada em toda sua plenitude para produzir elementos essenciais e sugestões necessárias para conter e amenizar os efeitos da mesma, evitando a derrocada que poderá ameaçar o empreendimento.
Elenito Elias da Costa
Contador, Auditor, Analista Econômico e Financeiro, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, Consultor do Portal da Classe Contábil, da Revista Netlegis, articulista do Interfisco, do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Boletim No. 320), autor de vários textos científicos registrados no Instituto de Contabilidade do Brasil, autor de artigos publicados na Revista CTOC em Portugal, sócio da empresa IRMÃOS EMPREENDIMENTOS CONTÁBEIS S/C LTDA. E-mail: elenitoeliasdacosta@gmail.com
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1 comentário
Comentários alimentos para este artigo
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20 de dezembro de 2009 at 19:36
Thiago Rodrigues Miota
Excelente artigo