Instrumento para enfrentar a crise

Paulo Caetano

É indiscutivelmente humana a preocupação final em torno da crise econômico-financeira mundial: são as necessidades e expectativas de pessoas que estão em jogo. Mas todo mundo certamente notou que as empresas estão no centro nervoso do furacão que provoca fóruns, reuniões, debates e mobiliza parlamentos e governos.

Não há dia em que os jornais não deem notícia sobre empresa que entrou em concordata, demitiu ou está pensando em fazê-lo. No Brasil, dezenas de milhares de trabalhadores saíram em férias coletivas, no final do ano, sem saber se retornariam.  As mais afetadas são as grandes empresas de setores como o automobilístico, siderúrgico, mineração, eletroeletrônico, petroquímico e papel e celulose. Só a Vale do Rio Doce dispensou 1,3 mil funcionários nas últimas semanas.

Os impactos merecem análises setorizadas. É mais aguda evidentemente a situação de um pólo de produção como o ABC paulista e a Zona Franca de Manaus do que a de uma região que funda seus negócios na agroindústria. Só para se ter uma idéia, a Organização Internacional do Trabalho prevê aproximadamente 50 milhões de demissões, em todos os países, por conta da crise.

O mundo não estava acostumado com esse cenário sombrio. As economias vinham crescendo a níveis razoáveis – até o Brasil!

Manter os empregos atuais e buscar novos caminhos que possam reconduzir ao crescimento é a única saída.

Recuperar as empresas é o grande desafio, portanto.

Esse megaempreendimento, no entanto, que ocupa amplos espaços na mídia, é veiculado de uma forma que merece um quê de desconfiança, a partir de medidas, desde o pacotão bilionário, que era para ser tri, de Barack Obama, ao pacotinho do governo paranaense que vem sendo debatido na Assembléia Legislativa.

Em certos rincões, governos podem querer posar de salvadores, ainda mais no nosso caso em que o clima de campanha eleitoral para presidente e governador toma conta do país. Em seus discursos pelo Brasil afora, o presidente Lula, Dilma ao lado ou ao fundo, não fala em outra coisa: seus múltiplos esforços para evitar que brasileiros fiquem desempregados; dos recursos que já liberou e de novas remessas. Os governos estaduais e até municipais também apresentam suas alternativas.

Não se pode afirmar que as iniciativas oficiais são absolutamente negativas, ainda que cercadas de intenções paralelas, a exemplo da eleitoral. Ocorre que o aspecto mais importante não vem sendo discutido nem aqui nem em lugar nenhum: Por que essa crise aconteceu e como evitar reprises?

Quero apenas lembrar que a contabilidade há muito vinha alertando que os bancos e outras organizações do sistema financeiro mundial vinham apresentando indicadores preocupantes. Da mesma forma,  para consertar os estragos, evitar demitir e, por que não, crescer, as empresas precisam fazer a leitura de todas as suas informações,  rever e traçar novas estratégias, confiar e valorizar mais a contabilidade como instrumento de gestão e planejamento.

Contador, empresário da contabilidade e presidente do CRCPR; e-mail: pcaetano@pcaetano.com.br



Olá amigos do Hora do Blog Contabil. Primeiramente, parabéns pelo blog e pelo artigo muito bem escrito.

A crise realmente está batendo as portas em todo o mercado nacional, todavia, as empresas não podem parar de investir em publicidade e marketing se quiserem levar adiante seus negócios. Oportunidade ou não para os comunicadores de plantão, essa realidade já está mais que consolidada.

Fizemos um post no Blog Empresário Integral citando as formas de contornar a crise (onde inclusive uma das dicas é referente à publicidade e marketing) e gostaria que visitassem.

O link é http://www.integralcontabil.com.br/blog/index.php/2009/03/contabilidade-nos-tempos-de-crise-reflexoes-estrategicas/

Grande Abraço e @contcomintegral no twitter