A Moderna Teoria do Caos Após Crise Financeira

O momento atual em que todas as economias estão passando e em plena crise financeira, onde demonstra que podemos conviver por um bom período com a mesma, e sofrendo sensivelmente seus efeitos, podemos antever que o continuísmo da inépcia dos governantes diante do flagelo derivado dessa crise, deixará diversas instituições financeiras, empresas e sociedades em estado condizente a Teoria do Caos.

A demissão em massa, a realidade dos fatos motivados pela transparência das empresas exaram uma situação muito preocupante, e isso poderá resultar em alterações dos agravos sociais, violência, e demais fatores depreciativos da uma sociedade moderna.

Os demonstrativos contábeis e financeiros realizados por profissionais competentes devidamente qualificados e capacitados demonstram a dura realidade das entidades econômicas, onde em sua grande maioria registrou prejuízos incalculáveis que fatalmente forçará ao gestor uma tomada de atitude diante do quadro futuro.

Todas as empresas de diversos tamanhos devem priorizar seus controles internos, proceder a um diagnóstico empresarial, estabelecer um planejamento estratégico que possa adequar a empresa ao mercado, mas isso depende do processo decisório que a mesma dependa.

Devemos entender que qualquer que seja as ameaças que a empresa esteja enfrentando, a busca de informações pautadas em demonstrativos contábeis e financeiros confiáveis, elaboradas por profissional competente e qualificado, representa uma das melhores alternativas que o gestor dispõe e que poderá representar sua melhor opção.

O tempo representa um fator muito ameaçador, os tributos e encargos, os custos operacionais e financeiros, devem ser avaliados diante dos demonstrativos elaborados pela contabilidade e comparados com o planejamento estratégico, pois a decisão futura deve envolver diversas variáveis dentre elas as informações citadas.

Não podemos desenvolver qualquer ação progressista sem ter um mínimo de informações confiáveis, pois aquela contabilidade que atendia simplesmente ao fisco, de nada lhe adiantará no processo de salvar da insolvência o seu empreendimento.

Diante desse quadro a gestão empresarial precisa de profissionais que lhe possam sugerir ações embasadas em fatos concretos e decorrente de uma educação e formação que possam fazer a diferença, pois qualquer que seja a ação planejada deve se alicerçar de conhecimento técnico e especifico que possa identificar os pontos fortes e fracos e avaliá-los periodicamente.

É inegável que muitas empresa vão fazer parte da história, outras passaram com seqüelas, mas as que sobreviverem serão aquelas que poderão aglutinar ações corretivas devidamente embasado em competências que participaram do processo.

A crença de que ações governamentais poderão ajudar os empreendimentos é no mínimo fantasiosa, pois seus efeitos decorrem de burocracia e tempo para sentir seus efeitos, variáveis que podem não lhe ajudar caso a inexistência de seu empreendimento decorra antecipadamente.

A reunião da cúpula do G -20 representa uma preocupação política e social gerada pela crise financeira, e que poderá desestabilizar o equilíbrio da democracia, onde a teoria neoliberal, sem uma transparência e veracidade normatizadora, terá influência significativa no quadro futuro de diversas nações.

Acredito que somente as pessoas envolvidas no processo de salvar os empreendimentos devem procurar evitar a falência de suas atividades, o que implica entender que o tempo urge e a morosidade deve depor contra o continuísmo e sustentabilidade do empreendimento, caso não se adote ações corretivas e criativas.

A observação que o mundo tem uma economia globalizada e todas as classe sociais estão interligadas, e quem mais tende a sofrer as conseqüências dessas ações é a base da pirâmide e se não for realizada ações corretivas teremos o maior exército de famintos, pobres, desempregados, pessoas sem expectativas positivas do futuro.

Esse fato poderá resultar em agravos sociais que poderá eclodir numa nuvem de caos, onde as atividades a margem da legislação perderam se desenvolver mais aceleradamente, tipo economia informal, corrupção, prostituição, tráfico, violência e demais fatos degenerativos de uma sociedade.

A sociedade poderá perder o sentido macro da educação, da qualidade de vida, da existência da política, dos fatores econômicos, da religião, da fé, da família e reinará o desespero, a desestabilidade emocional e demais fatores punitivos.

Para o desempregado e o falido, que poderão perder inclusive seus valores individuais, base de uma sociedade desenvolvida que elege políticos para sua representação social.

O comprometimento da geração futuro poderá está fadada ao fracasso, resultando numa ordem civil diferenciada e ameaçadora de uma sociedade organizada, e obviamente gerando o maior e mais ameaçador exército, jamais idealizado, sonho de qualquer oportunista.

Podemos entender que as ações desencadeadoras da Crise Financeira, poderão gerar uma nova e moderna Teoria do Caos, onde a sociedade não encontrará condições para acreditar num futuro promissor e melhor, já que as bases que edificaram a nova sociedade estão eivadas de vícios que deprime seus valores.

Em consonância ao tema do presente artigo, podemos concluir que a Crise Financeira poderá dar inicio a uma moderna teoria do Caos, se não forem encontradas soluções atenuadoras de seus efeitos, pois mesmo que sejam encontradas citadas soluções, o flagelo social será o fator determinante do desenvolvimento dos fatores depreciativos da sociedade futura.

Elenito Elias da Costa

Contador, Auditor, Analista Econômico e Financeiro, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, Consultor do Portal da Classe Contábil, da Revista Netlegis, articulista do Interfisco, do IBRACON — Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Boletim No.320), autor de vários textos científicos registrados no Instituto de Contabilidade do Brasil, autor de artigos publicados na Revista CTOC em Portugal, autor de livros,sócio da empresa IRMÃOS EMPREENDIMENTOS CONTÁBEIS S/C LTDA