Paulo Caetano
Talvez um pouco timidamente nesse 25 de abril, por causa do cenário nervoso, nos meios econômico, político e social, mas em futuro próximo certamente seremos lembrados de forma entusiástica pela revolução silenciosa que atravessa a espinha dorsal da contabilidade no País com a finalidade única de cercar as gestões pública e privada de equilíbrio e alternativas de desenvolvimento.
Rever legislações e aperfeiçoar os mecanismos de controle das gestões foi a maneira que encontramos para enfrentar não somente essa, mas toda e qualquer crise, e não apenas o atual clima de desmoralização do Congresso Nacional, mas desmandos em quaisquer órgãos públicos brasileiros.
Nunca estivemos tão envolvidos com a assimilação de novos conceitos e práticas desenvolvidos para pôr as organizações nos eixos.
Como frisamos em um encarte divulgado no dia 25, não é que a contabilidade esteja corrompendo a sua essência para adotar algum modismo. Está apenas fazendo ajustes para tornar seus instrumentos mais eficientes.
Exemplo é a convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais, desencadeada pela Lei nº 11.638 que universaliza a linguagem contábil, permitindo que as nossas empresas tenham suas demonstrações reconhecidas em qualquer país sob o mesmo regime. Com base na lei já temos uma série de regulamentações prescritas pela Medida Provisória 449/2008 e Resolução 1.159/2009 do Conselho Federal de Contabilidade, com importantes alterações na prática contábil – tema de cursos, palestras, seminários acompanhados pelos contabilistas em todo o país.
Grande impacto traz também a passagem da contabilidade em papel para a digital, por obra do Sistema Público de Escrituração Digital – Sped, com perspectivas de racionalização, agilidade, redução de custos, de burocracias e alívio ao meio ambiente.
No âmbito público vêm sendo reforçados os princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal e das Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao setor, cobrando equilíbrio das contas públicas, planejamento, controle, transparência e responsabilidade do gestor: Receita para o Congresso curar seus males.
Essas são as principais linhas de mudanças que de certa forma requerem uma leitura comemorativa: para superar seus desafios, a sociedade confia mais e mais nos contabilistas. Nossas responsabilidades, portanto, vão além do esforço para assimilar novas informações, ganhando apelo social, pois somos convocados a abraçar causas como defesa da reforma tributária, redução da carga tributária, desburocratização dos serviços públicos, apoio para que legislações, como as citadas, “peguem”; caso também do Microempreendedor Individual – MEI, que entrará em vigor em julho, propondo retirar da clandestinidade milhões de brasileiros, garantindo-lhes perspectivas de melhoria de vida.
Contador, empresário da contabilidade e presidente do CRCPR; e-mail: pcaetano@pcaetano.com.br

1 comentário
Comentários alimentos para este artigo
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4 de junho de 2009 at 10:34
Larissa
É mais que certa essa revolução, até porque o meio à nossa volta está em constante mudanças, se queremos nos dar bem com ele é preciso acompanha-lo no mesmo ritmo…
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