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Mercado contábil fechará portas para profissionais ‘parados’ no tempo

Infelizmente a reportagem está em PDF, mas vale a pena conferir.

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Valorize-se! Profissional deve saber calcular o quanto vale

“Já calculou o quanto custa sua hora, o seu trabalho?”, indaga a consultora financeira Suyen Miranda. “Muita gente passa pela vida sem pensar em quanto seu tempo custa e quanto seu trabalho vale. Acabam por viver as medidas determinadas pelos outros, pelo mercado, pelo externo. O que pagarem, para alguns, está muito bom”, lamenta.

Mas ela alerta que este muito bom não traz satisfação, e sim um sentimento de “desvalorização, de pouco, pequeno, recurso escasso”. A questão central é que o valor de cada um começa no indivíduo. “O mercado remunera conforme produzimos e somos, e isso é reflexo de como nos vemos e nos apreciamos”.

Valorize-se!
Suyen conta que, todos os dias, escuta os profissionais reclamarem da vida, das condições econômicas.

“Ao mesmo tempo, leio sobre os progressos que o mercado nacional e o internacional vêm amealhando a cada dia. Inversamente proporcional aos que reclamam. Serão estes últimos os certos? Nunca houve tanto dinheiro no mundo, e nunca tanta gente ficou milionária em pouco tempo. O que se levava décadas acontece em meses. Isso mostra, de forma irrefutável, que há prosperidade em todo lugar. Mas você se pergunta: como fico eu nessa história?”.

A dica da especialista é: comece avaliando seu valor. Avalie como lida com a negociação de seu próprio valor, de seu potencial e conhecimento. Como está sua imagem, seu currículo e sua apresentação, que mostram esse valor? Revise e atualize.

“Depois, avalie o mundo, observe que tudo tem valor, preço e custo. O mercado remunera assim. É psicológico, em última análise. Tem muito a ver com a avaliação que inicia em si, no objeto, e que o mercado assim considera. Lembre-se que você e sua história custaram, para você e para seus antepassados. Cuidado para não se vender barato nem para ser inacessível. Saiba seu valor e prospere, sempre!”.

Fonte: InfoMoney

O que as empresas estão fazendo para contornar o apagão de talentos

Em época de apagão de talentos, o headhunter e presidente da Nogueira e Associados Fast Recruitment, Ricardo Nogueira, aponta quatro práticas usadas pelas organizações para solucionar o problema. “As empresas, dependendo da área de atuação, estão brigando para encontrar e reter talentos”, conta ele.

A primeira solução é trazer ex-executivos aposentados, o que é benéfico, já que eles têm a experiência e a maturidade necessárias para a função. “As pessoas voltam, até porque, ainda que tenham idade avançada, estão mais ativas do que no passado”, explica.

Nogueira dá um exemplo: “Recentemente, com a compra do Banco Real pelo Santander, a instituição sentiu necessidade de uma alguém de peso, com experiência, para cuidar do departamento de Recursos Humanos que surgiu com a união das duas empresas. Então eles conseguiram trazer de volta a Lilian Guimarães, que havia se aposentado há dois anos para montar uma pousada. Agora, ela é a nova diretora de Recursos Humanos corporativo do Santander e do Banco Real”.

Criação de comitês caça-talentos
Muitas empresas, principalmente multinacionais, solucionaram o problema da seguinte maneira: criaram comitês, formados pelos gestores, para fazer um planejamento de retenção e desenvolvimento de funcionários que têm potencial para serem grandes líderes. “Eles buscam tanto os talentos natos quanto aqueles a se desenvolver, ou seja, as pessoas com características treináveis para se tornar grandes líderes”.

É claro que os próprios funcionários talentosos não têm conhecimento disso. E como eles são retidos? A empresa investe pesado: salário competitivo, promoção mais cedo (por volta dos 28 anos, muitos jovens já se tornam gestores), treinamento nas filiais da empresa em outros países e benefícios, como cursos de MBA, especialização, idiomas, permissão para usar o carro da empresa, entre outros.

“Com isso, o profissional veste a camisa da empresa. Já vi casos em que as pessoas são abordadas por empresas oferecendo salários maiores e, mesmo assim, não saíram. De que adianta um salário maior se as chances de crescer são menores? Logicamente, se vier alguém muito agressivo, tira esse profissional, mas nem sempre”.

Gestor com olho de águia
Segundo ele, a principal forma de combater o apagão de talentos hoje é investindo em treinamento e tendo gestores nos comitês com verdadeiros olhos de águia, para descobrir quem são os talentos. Eles não podem ser gerentes, pura e simplesmente. “O olho clínico dos gestores é essencial, a começar pelo recrutamento. Se o líder leva um membro da equipe para uma reunião, é por conta da amizade que tem com ele? Negativo. É por um conjunto de talentos diferentes, raros, que viu nele”.

E por que é válido tanto esforço para reter esses talentos? Para começar, estamos falando de profissionais com boa formação acadêmica, que estão cursando ou já cursaram especialização, com iniciativa, fluência em outros idiomas e bom relacionamento com os colegas de equipe. “Se esse tipo de profissional fica lendo sobre seu mercado, percebe que merecia mais e vê que tudo que cresceu foi à custa de seu próprio bolso, apenas, e ele vai embora”, garante.

Além disso, ele lembra que as empresas não podem ter apenas um funcionário bom em cada departamento. Elas precisam de duas ou três pessoas que, na falta do líder, podem substituí-lo sem problemas.

Outras maneiras
As outras soluções apontadas por Nogueira são a terceirização, por tempo limitado, de executivos – ou seja, a contratação de executivos terceirizados, experientes e capazes o suficiente para preencher a lacuna, até que se encontre um substituto – e a busca de um profissional no mercado. Muitas vezes, é necessário contratar um headhunter.

O lado negativo da contratação de um profissional de mercado é que, não raro, será necessário pagar um salário maior. O ponto positivo é que esse profissional vem para agregar muito e oxigenar a equipe com práticas novas e uma visão diferenciada. “Contanto que não sejam tirados profissionais das empresas parceiras, é uma prática interessante e transparente. E é assim que o mercado funciona hoje”.

Fonte: InfoMoney

Burocracia e falta de sintonia prejudicam substituição tributária

por Alberto Brumatti Júnior e Liziane Oliveira dos Santos – Um velho fantasma volta a assombrar os contribuintes do ICMS em todo o país: a substituição tributária, que atribui a eles a responsabilidade de arcar com o imposto devido pelo seu cliente. O regime é utilizado para facilitar a fiscalização dos tributos que incidem várias vezes no decorrer da cadeia de circulação de um produto ou serviço. Mas não implica apenas efetuar a retenção antecipada, mas, principalmente, observar os protocolos e convênios firmados entre os estados.

Por isso, os diversos pormenores das legislações e acordos causam muita dor de cabeça às empresas, principalmente àquelas que precisam circular sua mercadoria em diversos estados. Quando se trata de substituição tributária apenas no território de um único estado, o contribuinte deverá adequar-se a uma única legislação. No entanto, o fantasma torna-se realmente assustador para quem necessita fazer operações interestaduais, pois, além de conhecimento das legislações, acordos e convênios, é necessária muita atenção ao tipo de mercadoria envolvida.

Os estados decidem, por meio de protocolos e convênios, quais são as mercadorias que sofrerão retenção antecipada já no local de origem e como será feito o recolhimento a favor da unidade federativa de destino. Parece bem complicado e realmente é, haja vista que são 27 legislações diferentes e inúmeros tipos de produtos.

Toda vez que a empresa efetuar uma operação além de seus limites geográficos, deverá ser observado se a mercadoria está ou não sujeita ao regime de substituição tributária no estado de destino, mesmo se não estiver no de origem. Em caso positivo, deverá efetuar o recolhimento antecipado do imposto, conforme cálculo pré-determinado, em GNRE – Guia Nacional de Recolhimentos Especiais – situação que exige constante atualização às diferentes legislações vigentes no Brasil e atenção à logística e rota de transporte do produto.

Os estados que possuem protocolos e convênios exigem dos contribuintes das localidades remetentes, a inscrição na Secretaria da Fazenda do estado de destino. Isto quer dizer que, se um contribuinte efetuar operações interestaduais, envolvendo mercadorias sujeitas à retenção antecipada, deverá obter inscrição estadual em cada um dos estados com os quais haja convênio ou protocolo que atribua a ele a condição de substituto tributário.

Além disso, o contribuinte que assumir a condição de substituto tributário perante outras unidades federativas deverá cumprir as obrigações acessórias exigidas pelo estado de destino, tais como entrega de arquivo magnético com o registro de todas essas operações. Muitos contribuintes já foram autuados por darem entrada em outros estados de mercadorias com substituição tributária, já com imposto retido, porém sem a obtenção da inscrição estadual exigida.

Entre outras características, há diferenças nas legislações quanto à possibilidade e forma de crédito, escrituração, requisitos para devolução, não aplicabilidade de sujeição passiva, restituição e ressarcimento e co-responsabilidade do substituído tributário. São Paulo, por exemplo, exige o recolhimento, pelo substituído, do complemento do imposto ? no caso da venda para usuário ou consumidor final ocorrer por preço maior do que a base de cálculo utilizada para retenção. Desta forma, vê-se que o contribuinte do ICMS não mais se encontra sujeito a uma única legislação.

Pode-se também pleitear regime especial perante às Secretarias da Fazenda dos estados com os quais operem. O intuito é obter autorização para apurar e recolher o imposto devido a título de substituição tributária por período, evitando ter que efetuar recolhimento por destinatário, a cada entrada de mercadoria no território de outro estado.

Vale mencionar que as empresas enquadradas no Simples Nacional terão o mesmo tratamento quando da venda e recebimento de mercadorias com sujeição passiva por substituição tributária. Pelo que se vê, muitos são os detalhes que rodeiam a substituição tributária, o que obriga o contribuinte do ICMS a manter um controle rígido das operações com as mercadorias sujeitas ao recolhimento antecipado, evitando incidir em irregularidades perante as Secretarias de Fazenda.

As soluções variam conforme o tipo de mercadoria e negócio, mas uma coisa não muda ? a imensa burocracia e falta de sintonia entre as legislações estaduais, o que requer das empresas um tremendo jogo de cintura e flexibilidade, além de profissionais competentes para lidar com esta complicada teia de acordos, protocolos e convênios estaduais.

Fonte: CFC