Vários são os desafios para tornar realidade a adoção das práticas contábeis
internacionais no Brasil.
Vejamos alguns indicadores:
1. Número representativo de profissionais da área contábil, aproximadamente
400 mil registrados.
2. Grande extensão territorial.
3. Falta uma centralização formal de emissores de normas contábeis – A maioria
dos órgãos reguladores tem previsão legal para emissão de normas contábeis
específicas para o seu segmento (BACEN, CVM, SUSEP, ANS, ANEEL,
ANATEL, SPC, etc.), além do Conselho Federal de Contabilidade
(responsável pela fiscalização e registro dos profissionais contadores e
contabilistas e empresas contábeis).
4. Prevalência de pequenas e médias empresas.
5. Normas internacionais em idioma estrangeiro.
Apesar das práticas contábeis adotadas no Brasil serem consideradas de boa qualidade, e
várias dessas práticas internacionais já estarem previstas nas normas brasileiras, o
processo de convergência às normas internacionais deve ser considerado como um tema
prioritário pelas empresas, profissionais e Governo.
A questão do idioma original das normas internacionais (inglês) é uma barreira
importante a ser ultrapassada. Veja item específico adiante.
A literatura nacional sobre as práticas contábeis internacionais ainda não atende à
demanda necessária para o processo de convergência. As faculdades de ciências
contábeis também deverão incluir em sua grade curricular matéria voltada à prática
contábil internacional.
Necessário será desenvolver um programa extenso de disseminação do conhecimento,
visando um projeto consistente e razoavelmente célere de Convergência ao padrão
internacional.
As empresas, ao elaborar suas demonstrações contábeis usando práticas contábeis
diferentes das brasileiras (devido a terem seus papéis listados fora do Brasil, ou serem
requeridas a informar à Casa Matriz), têm um significativo custo adicional, tendo de
investir vultosos recursos, despender um lapso de tempo importante e se submeter a um
longo processo de adaptação para ter ao final seus dados contábeis e financeiros
traduzidos para o novo padrão.
Ver Programa de Trabalho 2008 a 2010
Fonte : Comitê de Pronunciamentos Contábeis